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Moradores de Cafelândia se revoltam com o constante desabastecimento de água

Moradores de Cafelândia se revoltam com o constante desabastecimento de água

15/07/2020 14h09 Atualizada há 1 ano
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Por: José Monteiro
Moradores de Cafelândia se revoltam com o constante desabastecimento de água

A constante falta de água em alguns bairros de Cafelândia é motivo de revolta para os moradores, que não se cansam de reclamar deste descaso da companhia fornecedora de água para o município. Recentemente o município ficou por vários meses com problemas no abastecimento devido à forte seca que atingiu o Paraná, principalmente na região oeste. No entanto, o problema foi solucionado, onde a companhia que realiza o abastecimento Sanepar, por vezes recorreu até mesmo à ajuda de caminhão pipa.

No último sábado, dia 11, novamente a comunidade foi afetada pela falta de água. Foram atingidos diversos bairros, entre eles Jardim das Palmeiras, Parque São Paulo, Novo Milênio, Pioneiros I, II e III. O motivo, segundo nota emitida pela Sanepar, seria o conserto de uma bomba de um dos poços que abastece o município, sendo que o abastecimento seria reestabelecido no domingo (12) de forma gradativa.

Na segunda-feira e na terça-feira ainda havia casas que não tiveram o abastecimento de água normalizado e para piorar a situação os mesmos foram surpreendidos com a notícia de que uma das bombas havia sido queimada, o que deverá protelar ainda mais o retorno ao abastecimento.

Andrieli Caroline Meurer Monteiro moradora do bairro Jardim das Palmeiras, relatou que a falta de água teve início no sábado por volta das 14h30mim e só foi reestabelecida na manhã desta segunda-feira, porém com uma vazão bem menor que a normal. “Tem casas aqui do bairro que ainda não voltou água, e como ela está chegando com pouca pressão, não tem força para encher a caixa. Isso faz com venha mais ar nos canos, do que água quando esta voltando, e esse ar nós acabamos pagando, porque o ponteiro do relógio roda com mais velocidade”.

Ela conta que chegou a receber o aviso de desligamento, mas que na prática as coisas não saíram conforme dizia o documento. “Primeiramente eles enviaram esse aviso, que dizia ser conserto na bomba de um poço, porém falaram que até as 6 horas de domingo voltaria. Não voltou. Depois falaram que até as 18 horas voltaria. Não voltou. Então o pessoal do bairro ficou ligando e depois disso falaram que não havia nada constando falta de água na região”, lamentou.

A nota lembrava os moradores da importância de se ter uma caixa d’água com capacidade mínima de 500 litros, como recomenda a Associação Brasileira de Normas Técnicas, mas diante da demora no retorno do abastecimento, nem mesmo os moradores que possuem caixa d’água evitaram ficar sem água durante o final de semana.

“Não é primeira vez, na verdade isso acontece direto desde o final de 2019. Essa situação já está virando palhaçada”, afirma à moradora.

Elizangela Davies, moradora do Bairro Novo Milênio, também foi afetada pelo desligamento de água. Ela afirma que sentiu a falta d’água já na sexta-feira à noite, retornando no sábado (11), e, porém, durante a tarde o abastecimento foi interrompido novamente.

“Ela afirma que só foi possível normalizar a situação a partir desta segunda-feira, pois mesmo com a volta da água no domingo, a vazão ainda era muito pequena e por isso não tinha como encher a caixa. A recomendação da saúde pública é que devemos higienizar as mãos várias vezes ao dia, mas pra isto é preciso ter água”.

Carlos Nunes em sua página em uma rede social lamentou a falta de água constante e a conduta da empresa no que se refere à necessidade da população possuir uma caixa d'água de no mínimo 500 litros. “Quanto a esse fim de semana, que o problema foi detectado na sexta-feira ainda e até agora não se resolveu o problema, como que uma caixa d'água vai suprir a necessidade de 3 dias sem água? Nem se fosse de 1000 litros, porque estamos todos em casa como é o caso dos fins de semana, o consumo de água também aumenta em relação aos dias de semana”.

Ele também questionou a capacidade de abastecimento da empresa. “O que eu entendo é que os poços trabalham todos no limite, ou seja, num eventual problema em qualquer um dos poços, é inevitável a falta de água. Em minha opinião, a Sanepar já deveria ter um plano emergencial de contingência e prevenção para precaver esses tipos de problemas que estão cada vez mais recorrentes. Não adianta ficar alargando os poços existentes, pois dá pra ver que não está sendo resolvido o problema de falta de água. A Sanepar precisa perfurar mais poços, até como forma de prevenção/manutenção, assim, se der problema em um poço ou o mesmo precise de manutenção, é só ativar esse sobressalente que não teríamos problema com falta de produção de água potável”.

Para surpresa dos moradores de alguns bairros, nesta terça-feira também faltou água. A Sanepar tem que fazer investimentos urgentes para sanar esse problema, a cidade cresce e os investimentos precisam acompanhar.

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