Dia do Trabalho: histórias profissionais que passaram por mudanças durante a pandemia

Hoje, 1º de Maio, comemora-se o Dia do Trabalho. Diante da situação que estamos vivendo desde 2020 enfrentando uma pandemia, muitas profissões tiveram que se adaptar e fazer diferente para continuar atuando em seu trabalho. Por outro lado, muitas pessoas ficaram sem emprego e tiveram que se reinventar para conseguir enfrentar este momento difícil. 

Neste período, os profissionais de saúde estão na linha de frente trabalhando dia e noite para salvar vidas, coletar dados, divulgar resultados e tudo que envolve a covid-19. Um exemplo de profissional, é a Nelsi Aparecida dos Santos Nunes: enfermeira há mais de 20 anos em Cafelândia que começou a sua carreira por amor a enfermagem. “Eu sempre admirei e gostei das profissões ligadas a área da saúde e como tenho duas tias enfermeiras e um tio médico me interessei e prestei vestibular para os dois. Passei em enfermagem, fiz o curso e me encontrei na profissão” fala Nelsi.

Em 2020, Nelsi trabalhou na linha de frente com diversos profissionais de saúde, ela foi responsável pelo setor de epidemiologia em que todos os dados da doença passavam pela sua equipe para ser emitido o boletim epidemiológico da quantidade de casos do município.  Para ela, uma palavra que resumiu a pandemia foi “Frustação”.  “Quando tudo começou tinha o medo do desconhecido, gerou pânico em todo mundo e nós profissionais da saúde por mais que sentíssemos medo, tínhamos que demonstrar segurança e coragem para realizar o atendimento. Foi desgastante e ainda está sendo, pois, tentamos controlar o possível no ano passado e esse ano os casos aumentaram ainda mais. É frustrante você ver que foi feito tantas ações pedindo a colaboração, pedindo para a população respeitar as normas e orientações da Vigilância Sanitária e muitas pessoas não entendiam e ainda não entendem, e isso tudo acabou resultando em um grande número de contaminados e óbitos em nosso município”, lamenta Nelsi. 

Outra área que teve que passar por muitas mudanças foi a da educação. Escolas vazias, transporte escolar parado e profissionais preocupados com a situação. Ninguém estava preparado para enfrentar uma pandemia que de fato iria mudar a forma de trabalhar. Assim aconteceu com a educação, diante deste momento de isolamento social, o modo mais apropriado de se conectar com os alunos e poder repassar o conhecimento foi através da internet de forma online. Mas para isso acontecer não foi tão simples assim, os educadores tiveram que buscar mais conhecimento para descobrir como lidava com as novas tecnologias.

Trabalhando há 20 anos como professora da rede estadual em Nova Aurora, Lucimara Bovolenta Dal Molin, decidiu seguir nesta área pelo desejo de querer mudar o rumo da vida das pessoas (estudantes) de alguma forma, principalmente por meio da Educação. Com a chegada da pandemia, Lucimara viu sua profissão passar por uma grande mudança. “Com a interrupção das aulas presenciais tanto nós professores quanto os alunos sentimos com a falta do contato, do convívio diário, da troca de ideias, do aprendizado conjunto, do diálogo em sala de aula que traz visões e experiências distintas. Ficou ainda mais evidente a desigualdade do país e das escolas”, explica Lucimara.

A profissional ainda destaca as dificuldades encontradas ao implantar o método de ensino online. “Nós professores nos deparamos tendo que lidar não só com o medo, a insegurança e o estresse do momento. Tivemos que mudar toda uma rotina diária de anos de trabalho escolar e se adaptar ao uso de tecnologias do ensino à distância para que as aulas remotas chegassem de forma eficiente e concreta aos nossos alunos. Infelizmente nem todos os estudantes nesse momento tiveram acesso de forma concreta a todo esse material digital, vídeo aula, atividades online, aplicativos virtuais. Para essa minoria que não teve acesso a internet foi ofertado as atividades impressas, onde a família ou mesmo o aluno, buscam, resolvem e devolvem essas atividades na escola, com a orientação dos professores”, afirma.

Apesar de todas as dificuldades encontradas, cansaço e frustações, Nelsi e Lucimara aprenderam muito neste período e continuam executando suas profissões com amor, dedicação e eficiência. São histórias como estas que inspiram e traz a esperança de que podemos fazer muito através da nossa profissão/emprego. Deixamos aqui registrado as felicitações aos trabalhadores de todo o Brasil neste dia especial! Viva o trabalhador!

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