Primeiros casos de Covid-19 eram confirmados no Paraná há um ano

A 11a semana epidemiológica de 2020 já se encaminhava para o fim quando, em uma quinta-feira, 12 de março, os primeiros seis casos de Covid-19 foram confirmados no Paraná. Cinco moradores de Curitiba e uma de Cianorte, todos vindos de viagens internacionais, tiveram o diagnóstico positivo para o novo coronavírus. Desde o início do mês, a Secretaria de Estado da Saúde já monitorava casos suspeitos no Paraná. Até aquele momento, havia 60 casos no Brasil, e o vírus identificado no finalzinho de 2019 na China já se espalhava por 116 países. Mas, mesmo antes de o primeiro caso ser confirmado no País, a Secretaria de Estado da Saúde já orientava cuidados como a higienização das mãos e a etiqueta respiratória de cobrir o rosto ao tossir ou espirrar.

Ao longo deste um ano desde as primeiras confirmações, o Governo do Estado adotou uma série de medidas para minimizar os impactos da pandemia, tanto na área da saúde como na economia. Entre eles, de acordo com o governador Carlos Massa Ratinho Junior, a estruturação de uma rede hospitalar em tempo recorde, que incluiu a antecipação das obras de três hospitais regionais – em Guarapuava, Telêmaco Borba e Ivaiporã – e a implantação, até o momento, de 3.885 leitos exclusivos para atender pacientes com Covid-19 em todas as regiões.// SONORA RATINHO JUNIOR.// O número de Unidades de Terapia Intensiva ativadas neste último ano foi maior do que o criado nos os últimos 30 anos no Estado. Atualmente, são 1.528 UTIs para os pacientes que evoluíram para os casos mais graves da doença, além das 1.088 voltadas para as outras enfermidades. O número de pessoas internadas nos leitos exclusivos para a Covid-19 passou de 57 mil no período. Em março de 2020, o Paraná teve 251 casos confirmados e os primeiros três óbitos pela doença. Os primeiros anúncios, no dia 16 de março, incluíam a suspensão de eventos públicos, do funcionamento de espaços culturais e de aulas presenciais, instituía o regime de trabalho remoto na administração estadual, entre outras providências. Já no dia seguinte, os parques, museus, biblioteca e uma série de órgãos e serviços deixariam de receber o público. Na sequência, o Estado determinou quais atividades e serviços essenciais poderiam funcionar durante pandemia, iniciou a contratação de bolsistas para atuarem na saúde, anunciou a distribuição de alimentos da merenda escolar a alunos carentes da rede estadual e medidas econômicas para preservar empregos e auxiliar setores impactados. O próprio comportamento da pandemia mudou ao longo de um ano, com picos e quedas, deixando 728.333 pessoas infectadas e 12.711 mortos pela doença até o momento. Os números registrados nas últimas semanas são os mais preocupantes até agora. A 9a semana epidemiológica de 2021, encerrada no último sábado, foi a que mais pessoas morreram desde o início da pandemia, com 551 falecimentos. Ao que tudo indica, deverá ser superada pela atual. Por isso, o governador Ratinho Junior reforça que a conscientização da população é essencial para conter o avanço da doença.// SONORA RATINHO JUNIOR.// Novas medidas restritivas foram adotadas pelo Governo. Nesta quarta-feira passa a valer um novo decreto que busca equilibrar a restrição sanitária com as atividades econômicas. E mesmo com as dificuldades impostas por este um ano de enfrentamento, o Estado mantém a ampliação de leitos exclusivos para a Covid-19. Além disso, o avanço da vacinação traz esperanças de que a pandemia pode ser superada. Na última atualização, já tinham sido vacinados 413.611 paranaenses, com a aplicação de 545.966 vacinas entre a primeira e a segunda dose, mais da metade das mais de 1 milhão de doses recebidas pelo Estado. 

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